ONG que acolhe mulheres vítimas de violência encerra serviço após Prefeitura não renovar parceria em Mogi das Cruzes
ONG Recomeçar anuncia encerramento das atividades A ONG Recomeçar, que mantém um serviço de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica com ...
ONG Recomeçar anuncia encerramento das atividades A ONG Recomeçar, que mantém um serviço de acolhimento para mulheres vítimas de violência doméstica com risco iminente de morte e seus filhos, encerra as atividades em Mogi das Cruzes no fim de 2026. Segundo a ONG, a Prefeitura decidiu não prorrogar para 2027 o termo de colaboração com a entidade. Em ofício, a ONG relatou que o serviço continua funcionando até 31 de dezembro de 2026. A entidade afirma que foi comunicada da decisão pela Prefeitura por meio de um ofício enviado em 15 de setembro. Segundo a Prefeitura, a decisão de não renovar com a ONG foi tomada após análise de demanda pelo serviço e afirmou que o atendimento será mantido por meio de outras parcerias (saiba mais abaixo). ✅ Clique para seguir o canal do g1 Mogi das Cruzes e Suzano no WhatsApp ONG Recomeçar encerra atividades em Mogi das Cruzes Foto 1: Reprodução/ONG Recomeçar / Foto 2: Reprodução/TV Diário O que diz a ONG Recomeçar No ofício, a ONG afirma que o serviço é mantido há 14 anos e manifesta preocupação com o encerramento. Segundo a entidade, a decisão ocorre no mesmo período em que a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi das Cruzes passou a funcionar 24 horas. A ONG afirma ainda que houve aumento de ocorrências após a ampliação do horário de funcionamento das Delegacias de Defesa da Mulher. A associação também informou que suas unidades regional do Condemat e municipal de Jacareí continuarão funcionando. O que diz a Prefeitura Segundo a Prefeitura, a decisão de não renovar com a ONG foi tomada após análise de demanda, que foi considerada baixa nos últimos meses. “Então, a demanda pelos registros que a gente tem da Secretaria de Assistência, ela não vem aumentando. Então, a gente tem uma demanda aí, em 2025, por exemplo, a gente passou 130 dias sem nenhum acolhimento no serviço”. Segundo Lívia, em outros 116 dias de 2025 houve no máximo cinco mulheres acolhidas. E em 2026, houve 237 dias em que o serviço teve no máximo três pessoas acolhidas. A administração afirma que está reorganizando as vagas de acordo com a demanda. A Prefeitura informou que o atendimento às mulheres em situação de violência será mantido por meio de outras parcerias. A intenção é ampliar de quatro para 10 as vagas oferecidas pelo Condemat a partir de janeiro de 2027, destaca a administração. A previsão é que as 10 vagas do Condemat estejam disponíveis a partir de janeiro. Segundo Lívia, a ampliação já está em negociação. “Então, a gente está redimensionando uma oferta, redimensionando essas vagas para melhor atendimento. A proposta que a gente tem é de uma qualificação no atendimento”. Segundo a Prefeitura, atualmente não há nenhuma mulher acolhida nas quatro vagas do serviço regional do Condemat. A administração afirma ainda que não houve acolhimentos nesse serviço desde julho. “O município não encerrará o atendimento às mulheres em situação de violência. Nenhuma mulher no município, ela vai ficar sem atendimento”. De acordo com a Prefeitura, além do acolhimento para mulheres em risco iminente de morte, a rede municipal oferece outros serviços para vítimas de violência. Também informou que mantém ações de prevenção nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e nos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), além da Patrulha Maria da Penha e da Secretaria da Mulher. Casos de violência contra a mulher em Mogi Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que Mogi das Cruzes tinha 5.883 casos pendentes de violência contra a mulher até 31 de julho de 2026. No mesmo período, foram registrados 1.920 novos casos de violência contra a mulher no município. Em relação aos feminicídios, havia 10 casos pendentes até 31 de julho, sendo seis consumados e quatro tentados. Em 2026, foram cinco novos casos, três consumados e dois tentados. Ainda segundo os dados do CNJ, foram feitos 1.591 pedidos de medidas protetivas até 31 de julho. Desse total, 748 foram concedidos. Assista a mais notícias do Alto Tietê