Estudantes da Unesp paralisam atividades durante greve das universidades estaduais de SP
Estudantes da Unesp em Bauru paralisam atividades durante greve das universidades Estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru (SP) paralisaram...
Estudantes da Unesp em Bauru paralisam atividades durante greve das universidades Estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru (SP) paralisaram as atividades nesta terça-feira (12), em meio à greve estudantil que ocorre nas universidades estaduais paulistas. De acordo com a universidade, alunos da Faculdade de Arquitetura, Artes, Comunicação e Design (FAAC) oficializaram a paralisação junto à direção da unidade nesta terça-feira. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Na Faculdade de Ciências (FC), a direção da Unesp informou que não foi comunicada oficialmente, mas há relatos de paralisação em dois cursos. Já na Faculdade de Engenharia (FEB), as atividades acadêmicas seguem normalmente. Campus da Unesp Bauru (SP) Alumni Unesp/Reprodução Até a última atualização desta reportagem, haviam aderido à paralisação estudantes dos cursos de Artes Visuais, Arquitetura, Design, Pedagogia, Psicologia, Biologia, Relações Públicas e Computação. Segundo os estudantes, o movimento tem indicativo de greve e deve ser discutido em assembleia geral. Na Unesp de Assis (SP), também no centro-oeste paulista, estudantes de cinco cursos aderiram à paralisação: Psicologia, Biologia, Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, História e Letras. Estudantes da Unesp em Bauru paralisam atividades durante greve João Pedro Coelho/O Campus de Bauru Reinvidicações estudantis As paralisações em Bauru acompanham mobilizações registradas em outras unidades da USP, Unicamp e Unesp em todo o estado de São Paulo. Entre as reivindicações comuns às três universidades estão mais investimentos em permanência estudantil, ampliação da moradia universitária e melhoria na alimentação oferecida aos alunos. Paralelamente, docentes e servidores também pressionam por recomposição salarial. Desde 14 de abril, estudantes da USP estão em greve. Em Bauru, a USP não aderiu ao movimento. Estudantes em greve da USP, Unesp e Unicamp fazem manifestação no centro da capital Na Unesp, os alunos denunciam falta de docentes, sobrecarga de servidores e dificuldades para permanecer na universidade. Segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE), a situação reflete uma “precarização do ensino, pesquisa, extensão e permanência estudantil”. Em resposta, a Unesp diz ter atendido 7.746 estudantes de cursos de graduação com algum tipo de auxílio em 2025, o que representa mais de 20% do total, um recorde para a universidade. A instituição afirma ainda que o orçamento destinado às políticas de permanência estudantil neste ano é de R$ 110,7 milhões. Segundo a reitoria, o avanço das políticas de inclusão social exige ampliação constante das ações de permanência estudantil, uma vez que, atualmente, 55,62% dos ingressantes da universidade são oriundos de escolas públicas. A universidade também informou que 17 unidades já contam com restaurante universitário e que outra unidade deve ser inaugurada ainda em 2026. (Nota na íntegra abaixo). Estudantes da Unesp em Bauru paralisam atividades durante greve das universidades estaduais João Pedro Coelho/O Campus de Bauru Nota da Unesp Em 2025, a Coordenadoria de Permanência Estudantil da Unesp atendeu 7.746 estudantes de cursos de graduação com algum tipo de auxílio, o que representa mais de 20% do total de graduandos matriculados apoiados pela permanência, um recorde para a Universidade. E este ano a dotação orçamentária para as políticas de permanência perfaz um valor orçado de R$ 110,7 milhões. 17 unidades da Unesp já possuem ao menos um restaurante universitário (RU), e a expectativa é que outro seja inaugurado ainda este ano. A Universidade reconhece, por outro lado, que a pressão proveniente do processo de inclusão social promovido na última década exige esforços constantes e melhorias contínuas. O percentual de estudantes ingressantes de 2026 oriundos de escolas públicas, candidatos em potencial das políticas de permanência, é de 55,62% no momento. Daí a necessidade de se reconhecer a importância de se manter um repasse fixo, aferível e minimamente previsível para as universidades estaduais paulistas. Sobre o orçamento da Unesp para 2026, a peça orçamentária foi construída com previsões de despesas de R$ 4,98 bilhões e de receitas de R$ 4,79 bilhões, sendo R$ 4,38 bilhões dessas receitas provenientes da cota-parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que cabe à Unesp (2,3447%). Como as receitas previstas foram menores que as despesas fixadas, o déficit orçamentário de 2026 foi de R$ 189 milhões, que está sendo coberto com a utilização de um crédito adicional por superávit financeiro. Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região